01 maio 2010

Soneto da Poesia



Poesia é como uma criança tímida;
Que desmancha lentamente; Languida e atenta
Aos mínimos, mais impossíveis momentos
Números, ruas, pedras, nuvens...

A poesia é hipocondríaca e fina
Alinha valores incompreensíveis
Intromete em espaços com distância
[e propriedade única
Destroça, amedronta , afronta, grita!

Poesia é o corte do bisturi
Dos mais profundos, que sangra desesperadamente
Dá sede, vontade de matar!

Poesia é o gosto da última gota
Torneira torta, quebrada (entupida de duvidas e densidade)
E eterno risco de nunca mais voltar.

Um comentário:

  1. Nem é marcante essa tal de poesia. Ela nada significa.

    Ah! Estou morto.

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