27 julho 2010

Síndrome do Pânico





Ambiente inóspito. Chão frio.
Alguém espirra. A torneira pinga e esse silêncio
ainda mais incomoda
inútil me enganar. Estou só.
penso no peso do âmago do que penso
e um amálgama de incertezas se joga no sossego
mais que um desespero
vejo-me afogando, sufocando em dúvidas;
infinito medo.
Daí toda vontade e alegria passam a hibernar
como um verão agonizante e sem fim.

Nasce outro novo medo: do clichê!
mal consigo andar, me mover, mal posso respirar
as paredes me comprimem com indiferença,
as almas deixam o ar rarefeito
O peito aperta. Bronquite
O cabelo embola nos dedos. Alopecia
O ar falta. Claustrofobia
Os ossos vacilam;
Tendinite, bursite, artrite, e pra quebrar os “ite”
O câncer.

Tapo os ouvidos pra não ver no que me transformarei
Todos morreram; objetos, sentimentos, conclusões...
Enquanto dramática presa no pesadelo
Invento lesões corporais. Domino o medo. Respiro. Equilibro
Tortura. Tensão. O mundo se torna grande e me perco
O mundo se torna pequeno e me engasgo
Ao inexplicável doce amargo medo
De me encontrar súbito em meu próprio pensamento.

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