03 janeiro 2010

Tempo





Assisto no relógio
A história que me circunscreve
E pouco a pouco
Não passa, transforma!
Busco algo na bolsa
E me perco dentro dela
Como um tropeço abstrato
Que depois do tento, mudo.
Deformo o invento
De forma que ainda insiste o leitor
na sonoplastia
E passo a passo assiste o relógio
Desinforma o que virá
Ativa a volta do estado de graça
No bairro, na praça, no banco
Minimalizo a vida, os fatos
E volto a ser criança

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